Are you a webmaster? Find out how to easily add Textise to your web site.


This page has been Textised!
The original page address was https://saudesemdano.org/america-latina/temas/pvc-ftalatos-dioxinas


Busca
avançada »
 
Busca avançada
E.g., 02/23/2020
E.g., 02/23/2020
[Image: Sua página]   Text
Only
  Somente
texto
  Solo
texto
 
Colabore
Menu
             
Você está aqui
  1. Início
  2. Temas
  3. PVC, ftalatos e dioxinas
PVC, ftalatos e dioxinas

O problema
O PVC (cloreto de polivinila), um tipo de plástico muito utilizado nos produtos médico-hospitalares, pode ser perigoso aos pacientes, ao meio ambiente e à saúde pública. Como resultado disso, há uma tendência crescente em buscar alternativas ao PVC para os insumos médico-hospitalares e outros produtos, entre eles certos materiais para a construção.

O PVC contém subst'ncias químicas tóxicas e gera impactos ambientais negativos durante a sua produção, uso e disposição.

A fabricação de PVC demanda grandes quantidades de cloro. Por sua vez, a fabricação de cloro consome muita energia. Em algumas fábricas são usadas subst'ncias tóxicas como mercúrio ou amianto na produção de cloro. Uma vez obtido o cloro, a etapa seguinte consiste na produção de dicloroetileno, seguido de cloreto de vinil, a base do PVC. Estes processos geram dioxinas, subst'ncias altamente tóxicas que constituem um dos contaminantes org'nicos mais persistentes conhecidos pela ciência. Está demonstrado que, tanto o cloreto de vinil, como as dioxinas são comprovadamente carcinogênicas para os seres humanos.

A fase de uso do PVC é a que implica o maior risco direto para os pacientes nos hospitais.

Em sua forma pura, o PVC é rígido e quebradiço. Só pode ser utilizado em produtos de consumo mediante a adição de modificadores químicos, muitos dos quais são perigosos. O aditivo mais comum nos insumos médicos de PVC é um flexibilizante ou plastificante denominado di(2-etilhexil) ftalato (DEHP, sigla em inglês). O DEHP pertence a um grupo de subst'ncias químicas denominadas ftalatos, cujo uso está sendo cada vez mais restringido devido aos seus efeitos tóxicos.

O DEHP pode migrar diretamente para o corpo do paciente a partir de produtos tais como os cateteres intravenosos, por exemplo. Atualmente as associações médicas e organismos governamentais de diversos países admitem a existência de riscos, especialmente para os pacientes mais vulneráveis, e propõem substituir os produtos que contêm PVC e DEHP por suas alternativas.

Um número cada vez maior de hospitais, sistemas de saúde, comunidades e fabricantes de todo o mundo estão reduzindo o uso de PVC e DEHP. Europa, Estados Unidos e Japão lideram este movimento, mas também existem iniciativas incipientes nos países em desenvolvimento, o que demonstra uma tendência crescente nesses países.

Encontramos exemplos como a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital Rivadavia, em Buenos Aires, Argentina, que substituiu a maioria dos insumos que contêm DEHP por alternativas de silicone. Também na Argentina, o Ministério da Saúde proibiu o uso de ftalatos nos mordedores e artigos de puericultura.

O PVC é reciclado em muito poucos casos. Em geral, é incinerado ou disposto em aterros. Sempre que se queimam resíduos contendo cloro, produzem-se dioxinas. Nos EUA, na década de 90, os incineradores de resíduos hospitalares produziam 40% da totalidade das dioxinas liberadas no ambiente. Atualmente, este país utiliza tecnologias alternativas à incineração para a maior parte de seus resíduos de serviços de saúde.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que não se queimem os resíduos de serviços de saúde que contenham PVC e a Índia proíbe essa prática.

Para ler mais sobre de formas ambientalmente racionais de dispor os resíduos de serviços de saúde (RSS), viste nossa página de resíduos de serviços de saúde.

Temas
Temas


Textise: Back to top

This text-only page was created by Textise (www.textise.net) © Textise - CPC LLC
To find out more about our product, visit Textise.org.