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E.g., 02/23/2020
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Alternativas à Incineração

Além da minimização e segregação de resíduos, outro tema fundamental relacionado com a gestão de RSS é saber qual é a melhor opção para aqueles resíduos cuja geração resulte inevitável e que requeiram um tratamento especial.

No passado, a tecnologia escolhida era a incineração. Porém, esta inevitavelmente produz dioxinas, uma das subst'ncias contaminantes mais tóxicas e persistentes conhecidas. A maioria dos países industrializados insiste em medidas de controle complexas e caras para capturar tais subst'ncias, resultando na produção de resíduos perigosos como as cinzas volantes, os quais precisam ser dispostos adequadamente.

A magnitude do problema é amplamente demonstrada pelo fato de que em 1994, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, sigla em inglês) anunciou que os incineradores de resíduos hospitalares eram responsáveis por 40% da contaminação atmosférica por dioxinas de todo o país.

A maioria dos incineradores nos países em desenvolvimento conta com dispositivos de controle da poluição insuficientes ou mesmo inexistentes. Portanto, emitem grandes quantidades de dioxinas que depois podem entrar na cadeia alimentar. Nas zonas rurais onde em geral encontram-se os incineradores menores e mais poluentes é comum ver frangos ciscando na terra onde se verteram as cinzas, resultando em ovos contaminados por dioxinas. Os produtos lácteos também são especialmente vulneráveis a este tipo de contaminação.

Parte do problema é que os RSS normalmente contêm grande quantidade de PVC e o cloro que está contido nesse material é o principal ingrediente das dioxinas. Por este motivo, a Organização Mundial da Saúde recomenda que não se incinerem os resíduos que contenham PVC e a legislação da ?ndia proíbe esta prática por completo. Para mais informação, visite nossa seção sobre PVC.

A Convenção de Estocolmo, assinada por mais de 150 países, exige que as melhores práticas ambientais e as melhores tecnologias disponíveis sejam empregadas para reduzir a quantidade de dioxinas geradas pela incineração.

Há provas suficientes de que isso pode ser alcançado. Nos últimos 20 anos, nos EUA foram fechados 99% dos incineradores de RSS, passando dos 6.000, que operavam em 1988, para menos de 60 no final de 2008. A Irlanda, por sua vez, desde 2003 já não incinera RSS.

O caso das Filipinas demonstra que é possível erradicar por completo a incineração. Nas cidades, os resíduos infectantes são tratados em autoclaves ou microondas em unidades centralizadas. Em 2004, SSD trabalhou com o Departamento de Saúde das Filipinas ajudando a demonstrar que era possível gerenciar os resíduos de um programa nacional de vacinação sem recorrer à queima a céu aberto ou à incineração. Ler mais sobre o projecto PMEC.

Muitas cidades na Argentina também proibiram ou restringiram a incineração. Entre outras, podemos mencionar as seguintes:

  • Em 2006, o município de General Pueyrredón, na província de Buenos Aires, proibiu a instalação de incineradores de qualquer tipo.
  • Em 2005, as cidades de Río Grande, Ushuaia e Tolhuin, na província de Tierra del Fuego proibiram a instalação de novas unidades de incineração. No mesmo ano a cidade de Rosario, na província de Santa Fe proibiu a incineração de resíduos biológicos e a contratação de empresas de incineração em outras jurisdições para o tratamento desses resíduos e o município de Villa Regina, na província de Río Negro, proibiu a instalação e o funcionamento de incineradores de resíduos dentro do centro urbano e zonas de produção rural.
  • Em 2004, a cidade de Esquel, na província de Chubut proibiu a incineração de resíduos em todas as suas formas e a cidade de Villa Allende, em Córdoba, proibiu a instalação de incineradores de resíduos e crematórios e a entrada de resíduos perigosos de outras jurisdições.
  • No ano de 2002, a Cidade Autônoma de Buenos Aires proibiu a incineração de RSS e também a contratação de empresas de incineração para o tratamento dos resíduos dos hospitais municipais desta cidade, mesmo que essas empresas estejam fora da mesma.
SSD publicou pela primeira vez um guia sobre tecnologias alternativas à incineração e seu funcionamento em 2001, o qual foi atualizado em 2004. As tecnologias de uso mais freqüente são as autoclaves e os microondas que usam altas temperaturas para matar os micro-organismos presentes nos resíduos, para depois dispô-los junto com os resíduos sólidos urbanos comuns.

Após a publicação do relatório de alternativas à incineração, publicou-se um inventário de fornecedores de tecnologias alternativas de todo o mundo. Identificamos 113 empresas em sessenta países. Seguiremos atualizando este inventário regularmente. Os fabricantes que desejarem incluir seus produtos devem enviar um e-mail a SSD.

Além dos benefícios ambientais, as tecnologias alternativas, em geral, são mais econômicas que a incineração. A Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma ferramenta de cálculo de custos que permite àqueles que tomam as decisões nos estabelecimentos, ou a nível municipal e nacional, comparar o capital e os custos operacionais das diversas opções.

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